terça-feira, 27 de novembro de 2007

Viagem

Quando viajo pra dentro de mim,
rego as flores dos meu jardins
por vezes abandonados...
Podo as árvores, reavivo as cores,
visito lugares que nunca vi...
Me deito na relva macia,
acaricio a poesia, me deixo ficar ali.

Quando viajo prá dentro de mim
jogo no lixo o que não quero mais,
me livro das coisas fúteis, banais;
coisas que um dia eu até quis,
mas que já não me fazem feliz!

Quando viajo pra dentro de mim,
troco confidências com minh’alma,
e essa longa conversa me acalma,
me reencontro, eu que me perdi!

E quando termina a viagem
e a minha empreitada chega ao fim,
eu volto, sem metade da bagagem,
mas prá que tanto? que bobagem!
se eu só queria mesmo era encontrar a mim!

(Mara,27/11/2007)

Um comentário:

Anônimo disse...

Querida Mara, só hoje descobri que somos vizinhas de blog. Fico aguardando uma poesia sua para publicar lá no meu "Pote de oesias". Beijão. de Soaroir