quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Testamento
Não tenho nada a deixar,
além do que já “me dei”,
além do meu verso torto
e da minha rima pobre,
penso, não há o que sobre.
Por isso, sem testamento:
não deixo nada a ninguém;
nem parente, nem amigo,
nem mesmo os mais belos momentos ,
pois estes, os levo comigo.
Não há o que procurar
nas gavetas, nos armários,
além de um escapulário
e uma imagem de Santa Rita.
Mas tem sim, coisas bonitas,
que eu deixarei, bem no fundo:
o amor que eu sempre dei,
a fé que animou minha vida,
e o filho que pus no mundo!
(Mara, 20/11/2007)


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